Blog 29/11/2019

Como lidar com pacientes com autismo

Lidar com pacientes nem sempre é uma tarefa fácil, ainda mais por conta do medo ou quando possuem o transtorno do espectro autista. Veja abaixo como lidar com pacientes com autismo!

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por Kopp
Como lidar com pacientes com autismo

Lidar com pacientes nem sempre é uma tarefa fácil, ainda mais por conta do medo ou até mesmo quando sofrem de algum um transtorno, como é o caso de pacientes que possuem o transtorno do espectro autista.

O transtorno de espectro autista (TEC) impacta a capacidade de comunicação, aprendizagem e interação social. Por mais que o transtorno varie de pessoa para pessoa, os pacientes autistas necessitam de alguns cuidados para facilitar o seu atendimento.

Os profissionais que nunca tiveram nenhum tipo de contato com pacientes autistas geralmente acabam se assustado em sua primeira vez, principalmente por conta de serem hiperreativos aos sentidos e hiperativos.

Maiores dificuldades

Como resumimos rapidamente acima, os pacientes autistas geralmente se recusam a responder o que foi pedido e possuem comportamentos repetitivos, principalmente quando estão ansiosos sobre alguma situação nova, como o atendimento odontológico pode causar, fazendo com que eles chorem, gritem e se recusem a abrir a boca. Mas, como também falamos acima, tudo depende do grau em que o seu transtorno se encontra e também pela questão terapêutica adotada.

Por conta dessas situações, e por utilizarem medicamentos que acabam elevando os riscos de doença bucal, é comum os profissionais se depararem com casos onde o paciente possui vários problemas em sua saúde bucal, como más oclusões, bruxismo e cáries.

Como lidar

Antes de tudo, é necessário que o odontologista converse com os pais e/ou acompanhantes do paciente, para que se compreenda melhor como lidar com ele e qual é o grau de seu transtorno. Em casos onde se trata de uma criança ou adolescente, é preciso conversar com seus responsáveis também para que os auxilie com técnicas de higiene oral para ensinar ou aplicar ao paciente autista.

Paciência

Para que se tenha um atendimento tranquilo, é necessário que o profissional tenha extrema paciência, principalmente quando se trata da primeira consulta, para que se estabeleça um relacionamento de confiança e para tranquilizá-lo.

Em outros casos a paciência pode ser ainda mais necessária, pois dependendo do grau da pessoa, ele poderá se recusar ou ter dificuldades para obedecer os seus comandos.

Uma maneira simples de ajudá-lo e prevenir o aparecimento de algum problema bucal, é utilizar vídeos educativos mostrando como executar uma boa escovação diária, para que se evite qualquer problema no futuro.

Ao assistir, o paciente terá mais chances de se acostumar com a situação e ficar mais à vontade com o consultório. Uma dica eficiente é passar esse vídeo aos responsáveis, para que eles mostrem ao paciente toda vez que ele se recusar a escovar.

É importante que além da paciência, o profissional sempre estabeleça um contato visual com a pessoa, visto que isto facilitará a confiança.

Ofereça tranquilidade

Além da paciência, existem diversas formas de proporcionar um atendimento tranquilo ao paciente. O primeiro é evitar qualquer atitude imprevisível, visto que pessoas autistas sofrem com qualquer situação desconhecida. Portanto, é ideal que antes de iniciar o atendimento, o profissional mostre todo o seu consultório e explique pausadamente o que fará durante a consulta, sempre o deixando a par de tudo.

No caso de se tratar de uma criança, o profissional pode optar por um atendimento mais lúdico, com desenhos na decoração, objetos e cores mais chamativos e outras maneiras de prender a sua atenção e o deixando mais relaxado. Como os vídeos citados, fantoches e até mesmo o ensinando utilizando as suas músicas preferidas, mas trocando a letra por ensinamentos de como executar uma boa escovação. Esta opção acaba funcionando mais, justamente pelo fato de que as pessoas com transtorno do espectro autista tem uma forte ligação com a música.

Outro ponto é que sempre se deve manter um contato de proximidade, como um amigo, o elogiando e parabenizando pelas conquistas do tratamento, principalmente para motivá-lo a se esforçar para se empenhar no atendimento. 

Contato visual

Os pacientes possuidores do TEA precisam, acima de tudo, de um contato visual. O contato visual será a melhor forma de comunicação com ele, para evitar medos e estabelecer um relacionamento de confiança mútua. Outro ponto é que os pacientes precisam de contato visual com os seus acompanhantes, por isso, uma dica funcional é inserir espelhos nas paredes para que eles continuem olhando para os seus pais e responsáveis durante o tratamento.

Atender as necessidades odontológicas de uma pessoa que possui TEA exige um tempo maior de consulta, muita paciência, esforço e carinho. Esse atendimento especial pode sim não ser fácil, mas é justamente esse desafio que irá proporcionar uma evolução positiva na carreira do profissional. Assim como em qualquer outro atendimento, o odontologista precisará estar atento para cada reação de seu paciente, para avaliar as formas que funcionam e as que não.

Caso o primeiro encontro seja muito mais difícil do que o esperado, outra dica importante é buscar conversar com outros profissionais que já trataram alguém que possui TEA, para aprender mais sobre as técnicas.

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