Blog 28/10/2019

O tabagismo pode levar a perda da osseointegração?

Depois de anos de pesquisas e discussões, o tabagismo ainda é considerado um dos grandes vilões da osseointegração? Descubra no nosso texto abaixo.

Kopp
por Kopp
O tabagismo pode levar a perda da osseointegração?

A osseointegração (união biológica do osso ao implante), apresenta alto índice de sucesso na instalação de implantes dentários. Para manutenção da osseointegração em fumantes, há uma preocupação quanto a estabilidade e a sua durabilidade a longo prazo.

O cigarro  é considerado por diversos profissionais da área como o grande vilão da perda da osseointegração e isto ainda divide opiniões entres grandes estudiosos e profissionais da área.

Tabagismo versus Osseointegração

Durante muito tempo, o tabagismo foi tratado como um dos maiores fatores de risco para uma osseointegração de sucesso. Pois, assim como uma doença bacteriana infecciosa, o fumo exacerba a perda de altura óssea, dificultando a cicatrização e podendo causar falhas no implante.

Diversos pesquisadores alertam que o cigarro desempenha um protagonismo importante na patogênese da doença inflamatória, por apresentar muitas substâncias tóxicas, e também a fumaça, por consequência, aumenta o acúmulo de placas bacterianas e a reabsorção de rebordo alveolar.

Mudança nos resultados de pesquisas

Porém, esses fatos começaram a ser questionados em meados de 2010. Diversos profissionais começaram a questionar os problemas causados pelo tabagismo na periimplantite.

Porém, em 2012, um artigo publicado por Kasat e Ladda, afirmou que a taxa de falhas eram maiores em pacientes fumantes quando comparados aos não fumantes, mas que nem por isso acreditava-se que seria correto contraindicar a realização dos procedimentos. Pouco tempo depois, no ano de 2015, outros estudos realizados (Pozzi et al. E Degidi et al.) por anos em diversos pacientes que passaram por algum procedimento de implantodontia, mostrou que as poucas complicações, como a presença de periimplante, sangramentos a sondagem e perda de osso marginal, ocorreram em pacientes tabagistas. Segundos os autores das pesquisas, o uso do cigarro apresentou uma influência significativa na durabilidade a longo prazo.

Diante das opiniões polarizadas, qual atitude o profissional deve tomar?

Mesmo que diversas pesquisas apontem que o tabagismo não seja um preditor relevante, ainda sim existem estudos que dizem o contrário, e a única conclusão que se pode chegar é a de que ainda se trata de uma situação conflitante e sem uma compreensão total.

Por isso, o profissional que se ver nesta condição precisa atentar-se a todos estes estudos e, por hora, não se apoiar totalmente em nenhuma das visões. Executando o tratamento com muita atenção e sempre se manter atualizado nas pesquisas mais atuais.

Inclusive, é arriscado crer com total certeza que um paciente fumante não apresentará nenhum problema em sua osseointegração. Pois, de qualquer forma, o cigarro ainda sim possui milhares de substâncias tóxicas e há anos a ciência já comprovou os diversos males que causa a saúde.

Portanto, conclui-se que se torna dever do cirurgião passar os cuidados necessários, junto aos riscos que podem ocorrer ou não em seus pacientes fumantes. Além de reforçar a importância de realizar consultas periódicas de manutenção para evitar qualquer problema com a perda osseointegração.

Por mais que não seja uma tarefa fácil, o ideal é que o paciente seja aconselhado a parar de fumar. Pois, na maioria dos eventos estudados, percebe-se que ex-fumantes apresentam uma redução mais significativa no insucesso da osseointegração. Em casos onde o paciente não consegue ou não deseja parar, a decisão de continuar o tratamento ou não, deve ser feita pelo profissional.

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